• Tarsila P Viggiani

Como é o organograma da sua casa?

Se você trabalha em uma grande empresa já sabe: não é você quem vai arrumar seu computador, ou comprar aquela caneta ou tesoura que falta. Não é você quem vai atrás de pessoas para contratar ou você quem fala para a pessoa da limpeza que ela precisa limpar melhor aquele cômodo, não é mesmo?!


Em uma empresa tudo é muito claro (ok, nem sempre), segmentado, com pessoas com experiência em cada uma das áreas fazendo aquilo que sabem – e ainda assim algumas vezes as coisas saem errado.


Aquilo que você precisa você deve pedir a alguém e quanto mais alto o seu cargo, mais pessoas para fazer aquilo para você ou te orientar você tem. E em relação as suas atividades ela está relacionada a algo que você aprendeu na faculdade ou a alguma atividade que começou a fazer, fez bem feito e trilhou esse caminho. No percurso fez alguns cursos e contou com a ajuda de gestores diretos, indiretos e colegas de trabalho.


Então você está lá, linda, maravilhosa fazendo seus trabalhos de rotina e descobre-se grávida. Um novo universo irá surgir para você, palpites mil já chegam, mas ninguém te conta a realidade ou está ali de apoio real para você, tipo “colocar a mão na massa” mesmo.


E o bebê nasce, toda a a sua rotina vai embora, então é o momento de milhões de descobertas e novas atividades. Você precisa começar a saber de: amamentação, alimentação, psicologia infantil, necessidades de uma criança, externo-gestação, picos de crescimento, salto de desenvolvimento, sono.


Vai voltar ao trabalho, novas decisões: desmamar ou não desmamar, creche ou escola. Se colocar na escola: quais são as abordagens pedagógicas, o que olhar em uma escola, qual a melhor logística para levar e pegar o bebê e na sua cabeça aquela dúvida: será que vou dar conta de tudo isso e ainda trabalhar com eficiência.


Isso não acontece somente com você. Isso acontece com a grande maioria das mães. Cada uma se vira do

seu jeito, com sua rede de apoio – paga ou não e até mesmo sem rede de apoio. Algumas mulheres levam com mais naturalidade, outras de maneira mais leve, mas te afirmo: é cansativo. E ainda mais cansativo dependendo do compartilhamento (ou não) dessas atividades com seu parceiro/a.


Por isso, não queira abraçar o mundo. Não se culpe porque você não leu aquele livros sobre birra ou sobre BLW (baby-led weaning – desmame guiado pelo bebê). A quantidade de assuntos para se aprender profundamente é enorme – impossível dar conta de tudo, ainda mais agora, que você tem uma pessoa a mais a quem se dedicar e essa pessoa, ao mesmo tempo que te preenche por completo, te consome muito.

Então delegue, escute outras pessoas, tenha alguém com quem sempre contar, e uma gama de profissionais que possam te ajudar ou te aconselhar em suas escolhas.


Quando precisar, conte com a Cy!


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